
Domingo passado, dia 11 de setembro ainda nas lembranças do famigerado ataque as torres de Nova Iorque juntamos uma parte da família para comemorar o aniversário de nossa mãe, guerreira um pouco cansada das batalhas e a última a perda do marido com quem conviveu durante quase 60 anos e com quem teve 6 belos filhos (entre eles essa belezura que escreve esse blog).
Mas em meio a um papo gostoso ao redor da mesa estórias de nossa infância, as artes da adolescência, os primeiros namoros, as viagens de férias a Soledade onde éramos atração: As filhas de Zé Queiroz que chegavam para levar moda. Em vários desse papo surgiam "causos" vividos ou "inventados" por nosso pai.
Painho tinha uma grande paixão que era o radioamadorismo. Aquela estação de rádio o deixava tão envolvido que em dias de "contest" ele mal subia para fazer as refeições. Era o dia todo no Piripipi (que era como ficou conhecido o barulhinho do vibroplex). Aos sábados era garantido uma visita aos amigos no clube de radioamador - A casa de Frei Lauro, situada ali na Rua Getúlio Vargas. Sempre que voltava vinha cheio de estórias que ele como contador nato fazia as ilustrações de tal forma que as vezes tínhamos a impressão de estarmos por lá também.
Desses amigos de rádio alguns eram presenças na nossa casa: Jackson e Zé Morais. O primeiro bem mais novo que painho acredito que nutria uma amizade que ia bem mais que um amigo. Acho que ele tinha meu pai como um mestre pronto a lhe ensinar tudo que acumulou ao longo dos seus 86 anos de vida.
O segundo, Zé Morais (foto) tinha a idade mais ou menos compatível com painho e por várias vezes quando ia deixar painho em casa entrava para um aperitivo antes do almoço. Faziam viagens juntos a Santa Luzia, era o companheiro diário de calçadão. Ainda não encontrei com ele por ali depois do falecimento de meu pai. Quero ficar mais fortalecida quando esse encontro acontecer. Acredito que isso aprendí com ele. A cultivar as boas amizades.

